sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

ERRO DA ANAC ADIA O PRIMEIRO VÔO DA FLEX

Erro da Anac atrasa 1º vôo da Flex, parte da Varig que a Gol não comprou

Mariana Schreiber
O Globo
16/2/2008

Agência deu licença só para transporte de carga. Avião deve sair dia 8 de março

Inicialmente previsto para o dia 1º de março, o vôo inaugural da Flex - nova marca da Nordeste, parte da Varig que não foi comprada pela Gol - deve ocorrer no dia 8. O atraso ocorreu por causa de um erro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que emitiu a licença para a empresa autorizando apenas o transporte de cargas. A Anac reconheceu o erro e informou que, na próxima semana, será emitida uma nova autorização também para transporte de passageiros e de mala direta.

A agência, no entanto, disse que trata-se de uma licença provisória, que autoriza apenas o prosseguimento dos negócios da empresa, e que a Flex ainda precisaria entrar com o pedido de autorização definitiva para voar. A Flex contestou a informação e garantiu que, com as correções oficializadas na próxima semana, já terá todas as autorizações para operar vôos.

Após o vôo inaugural, a companhia deve começar a voar regularmente a partir da segunda quinzena de março. Inicialmente, a Flex fretará sua única aeronave - alugada do banco americano Wells Fargo - para outras empresas aéreas ou de turismo.

Segundo o gestor judicial da empresa, Miguel Dau, a Flex já está autorizada a operar nos aeroportos do Rio e de Salvador e, em breve, poderá pousar também em Recife. Até o fim do ano, a empresa pretende alugar mais quatro ou seis aeronaves, ampliar os destinos de vôo e começar a vender passagens diretamente aos clientes.

- Para isso, precisamos de cerca de R$40 milhões que devem vir de ganhos de ações na Justiça cobrando dívidas da VarigLog e da VRG (a Varig que pertence a Gol) - afirmou Dao.

Aerus receberá da antiga Varig R$30 milhões

Anteontem, o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio, decidiu como serão repartidos entre os credores da antiga Varig os R$88 milhões provenientes de um resgate antecipado debêntures realizado pela Gol, dona da VRG.

Um dos resgates rendeu R$44 milhões, dos quais R$30 milhões irão para o Aerus, fundo de pensão dos ex-funcionários da Varig. O restante servirá para pagar outros credores, como fornecedores e a Infraero. O Aerus, que tem R$3 bilhões a receber da antiga Varig, está pagando apenas entre 20% e 50% do que cada um dos 9.500 aposentados deveriam receber por mês.

- A situação do fundo é ruim. Havia risco de 4 mil aposentados deixarem de receber a partir desse mês. Com esses R$30 milhões teremos alento de mais uns oito meses - afirmou a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio.

Os outros R$44 milhões serão usados para pagar dívidas com 14 mil trabalhadores da empresa, sendo que 20% (R$8,8 milhões) serão contingenciados para pagamento de credores que ainda questionam na Justiça o valor que têm a receber. Os 1.300 funcionários que aderiram ao Plano de Recuperação Judicial da antiga Varig receberão o equivalente a 20% de seus créditos. Os demais receberão menos.


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