quarta-feira, 28 de maio de 2008

ACORDO VARIG-FLEX


A VRG, que opera com a marca comercial Varig, e a Flex Linhas Aéreas ativaram no dia 15 de maio um acordo comercial e operacional tipo ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance, Insurance) pelo qual a Flex cede aeronaves e tripulações, e garante manutenção e seguros para operar linhas da Varig. Os vôos operados nesse acordo permanecem na malha da Varig e o passageiro só nota a diferença quando embarca numa aeronave com as cores de outra companhia. Além disso um comissário da Varig, presente a bordo, explica o novo acordo aos usuários.

domingo, 18 de maio de 2008

Lula ameaça criar estatal para o setor aéreo


Presidente diz, em Lima, que inoperância do setor pode levá-lo a criar nova estatal.

Enviada especial da BBC Brasil a Lima - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaçou, neste sábado, criar uma estatal para o setor aéreo como resposta ao que qualificou como "desastre" da aviação na América do Sul.

Em um encontro com empresários em Lima, Lula disse que se reunirá com representantes do setor aéreo brasileiro para uma "conversa séria".

"Tudo o que eu não quero é que eles sejam tão inoperantes nessa área que comecem a fomentar na minha cabeça a idéia de que o Estado vai ter de criar uma nova empresa. Eu não quero fazer", disse o presidente.

"A questão da aviação na América do Sul é um desastre", disse. "Não é possível a dificuldade que temos para voar (do Brasil) para a América do Sul. E para a África, é quase impossível", argumentou.

Lula disse ao presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que o acompanhava em Lima, que se reunirá com o setor assim que voltar ao Brasil.

"Temos que chegar ao Brasil e juntar os empresários da aviação e ter uma conversa séria com eles", disse. "Todos nós falamos de negócios e oportunidades, mas não damos condições de ir e vir para as pessoas (...) precisamos colocar a questão do transporte como uma decisão de governo".

Cobrança

Em sua primeira visita de Estado ao Peru no governo de Alan García, Lula foi cobrado por seu colega peruano por não investir mais no país.

"O que esperamos do Brasil é muito mais do que temos", afirmou García.

Alan García disse que o Peru é um mercado "aberto e seguro" para os investimentos e se queixou da lentidão no andamento dos projetos da Petrobras no país.

"A Petrobras caminha lentamente aqui, presidente. Onde estão os investimentos em campos profundos?", questionou o presidente peruano.

"Queremos que os empresários brasileiros venham ganhar dinheiro aqui (...) parece que não querem ganhar dinheiro, parece que têm muito, coloque mais impostos neles, presidente (Lula)", brincou García.

Ele insistiu no assunto, cobrando mais atenção do presidente brasileiro e, em pelo menos duas oportunidades, se queixou das estreita relação do Brasil com governos como o da Argentina e Venezuela.

"Não olha para nós, só para Argentina e Venezuela", disse.

Em resposta, Lula prometeu investir mais no país e disse que a Petrobras irá responder de forma mais ágil às necessidades do Peru.

De acordo com o presidente, a estatal sofria da "síndrome do medo de ser grande", ao enfatizar que há uma ordem do governo para que a Petrobras invista mais nos países vizinhos.

Os presidentes firmaram memorandos de entendimento nas áreas de bioenergia, infra-estrutura, petroquímica e agricultura. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Lula ameaça criar estatal para o setor aéreo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaçou, neste sábado, criar uma estatal para o setor aéreo como resposta ao que qualificou como "desastre" da aviação na América do Sul. Em um encontro com empresários em Lima, Lula disse que se reunirá com representantes do setor aéreo brasileiro para uma "conversa séria".

"Tudo o que eu não quero é que eles sejam tão inoperantes nessa área que comecem a fomentar na minha cabeça a idéia de que o Estado vai ter de criar uma nova empresa. Eu não quero fazer", disse o presidente.

"A questão da aviação na América do Sul é um desastre", disse. "Não é possível a dificuldade que temos para voar (do Brasil) para a América do Sul. E para a África, é quase impossível", argumentou.

Lula disse ao presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que o acompanhava em Lima, que se reunirá com o setor assim que voltar ao Brasil.

"Temos que chegar ao Brasil e juntar os empresários da aviação e ter uma conversa séria com eles", disse. "Todos nós falamos de negócios e oportunidades, mas não damos condições de ir e vir para as pessoas (...) precisamos colocar a questão do transporte como uma decisão de governo".

Cobrança
Em sua primeira visita de Estado ao Peru no governo de Alan García, Lula foi cobrado por seu colega peruano por não investir mais no país.

"O que esperamos do Brasil é muito mais do que temos", afirmou García.

Alan García disse que o Peru é um mercado "aberto e seguro" para os investimentos e se queixou da lentidão no andamento dos projetos da Petrobras no país.

"A Petrobras caminha lentamente aqui, presidente. Onde estão os investimentos em campos profundos?", questionou o presidente peruano.

"Queremos que os empresários brasileiros venham ganhar dinheiro aqui (...) parece que não querem ganhar dinheiro, parece que têm muito, coloque mais impostos neles, presidente (Lula)", brincou García.

Ele insistiu no assunto, cobrando mais atenção do presidente brasileiro e, em pelo menos duas oportunidades, se queixou das estreita relação do Brasil com governos como o da Argentina e Venezuela.

"Não olha para nós, só para Argentina e Venezuela", disse.

Em resposta, Lula prometeu investir mais no país e disse que a Petrobras irá responder de forma mais ágil às necessidades do Peru.

De acordo com o presidente, a estatal sofria da "síndrome do medo de ser grande", ao enfatizar que há uma ordem do governo para que a Petrobras invista mais nos países vizinhos.

Os presidentes firmaram memorandos de entendimento nas áreas de bioenergia, infra-estrutura, petroquímica e agricultura.


Lula cogita criar companhia aérea estatal

Segundo presidente, aviação na América do Sul é ‘desastre’.
Ele disse que terá ‘conversa séria’ com empresários do setor.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogitou neste sábado (17) a criação de uma companhia aérea estatal como resposta ao que chamou de “desastre” na aviação.

"A questão da aviação na América do Sul é um desastre", afirmou. "Não é possível a dificuldade que temos para voar (do país) para a América do Sul. E para a África, é quase impossível", afirmou o presidente.

"Tudo o que eu não quero é que eles sejam tão inoperantes nessa área que comecem a fomentar na minha cabeça a idéia de que o Estado vai ter de criar uma nova empresa. Eu não quero fazer. Mas se os empresários não tiverem ousadia, a gente terá que ter ousadia", concluiu Lula.

Segundo o presidente, ele pretende ter uma “conversa séria” com os empresários do setor quando voltar ao país. "Temos que chegar ao Brasil e juntar os empresários da aviação e ter uma conversa séria com eles", disse. "Todos nós falamos de negócios e oportunidades, mas não damos condições de ir e vir para as pessoas. Precisamos colocar a questão do transporte como uma decisão de governo", concluiu Lula.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Flex inicia dia 15 acordo operacional com a Varig

A Flex Linhas Aéreas e a Varig iniciam, nesta quinta-feira (15/05) um acordo comercial e operacional. A Flex cederá sua aeronave e tripulações, e garantirá a manutenção e os seguros para operar linhas da Varig.Os vôos operados neste acordo permanecem na malha da Varig e continuam sendo comercializados pela empresa, não havendo qualquer alteração na rotina dos passageiros que utilizam estas linhas.

"O passageiro continuará recebendo o mesmo padrão de qualidade de serviços que atualmente é oferecida nos vôos da VARIG, inclusive o serviço de bordo", afirma Nilson Guilhem, gerente Comercial da Flex.

Segundo Lincoln Amano, diretor comercial da Varig o cliente somente perceberá pequenas diferenças quando embarcar numa aeronave com as cores da nova empresa "e for recepcionado a bordo por uma tripulação vestindo uniformes da Flex".

No momento da venda dos bilhetes, o cliente será informado que o vôo naquela rota faz parte de um acordo entre as duas empresas e que será operado pelo equipamento Flex. Além disso, será feito um speach anunciando a parceria entre as duas companhias e um comissário da Varig também estará a bordo para, junto com os comissários da Flex, esclarecer qualquer dúvida entre os passageiros.

A parceria entre as duas empresas terá início oficialmente com vôo RG 2212 saindo do Aeroporto Internacional Tom Jobim no Rio de Janeiro às 18h20m, com destino a Brasília, onde chega às 20h20m. A aeronave segue para Manaus às 21 horas chegando à capital amazonense às 23 horas. No dia seguinte, 16 de maio, o Boeing 737 da Flex inicia o vôo RG 2215, deixando Manaus às 04h10m rumando para Brasília onde chega às 08h30m e de onde sai com destino ao Rio de Janeiro às 9 horas para chegar ao Aeroporto Tom Jobim às 10h50m. Aos sábados, a Flex mantém seu programa de fretamentos destinado a operadoras e agências de turismo nacionais e internacionais.



Flex começa a operar vôos da Varig na quinta-feira


RIO - A Varig e a Flex vão pôr em prática a partir de quinta-feira acordo comercial e operacional assinado na semana passada. De acordo com o contrato, a Flex vai ceder sua única aeronave e suas tripulações - até então usadas para vôos fretados - e vai garantir a manutenção e os seguros para operar linhas da Varig - marca utilizada pela VRG, controlada pela Gol.

A Varig foi comprada pela Gol em 2006, enquanto a Flex é a parte da Varig que não foi vendida e permaneceu em recuperação judicial.

A Varig vai comercializar os vôos em que aeronave e tripulação da Flex forem utilizados. Em nota, o gerente comercial da Flex, Nilson Guilhem, explica que o padrão de serviços a bordo será o equivalente ao oferecido em todos os vôos da Varig.

As empresas garantem que os passageiros serão informados sobre o acordo entre as empresas no momento da venda dos bilhetes.

O primeiro vôo da Varig operado pela Flex será o RG 2212, que vai sair do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, às 18h20 do dia 15 de maio, com destino a Brasília, onde a chegada está prevista para 20h20. De lá, a aeronave segue para Manaus às 21h, com chegada prevista para a capital amazonense às 23h.

No dia seguinte, 16 de maio, o Boeing 737 da Flex inicia o vôo RG 2215, deixando Manaus às 04h10 em direção a Brasília onde chega às 08h30 e de onde sai com destino ao Rio de Janeiro às 9h, para chegar ao Aeroporto Tom Jobim às 10h50. Em seguida a Flex assume os vôos RG 2210 (Rio/Brasília) e RG2217 (Brasília/Rio). E, às 18h20, repete a mesma programação do vôo RG 2212.

De acordo com a Flex, os vôos da Varig operados por ela terão freqüência às segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domingos, enquanto aos sábados a empresa vai manter seu programa de fretamentos destinado a operadoras e agências de turismo nacionais e internacionais.

(Rafael Rosas | Valor Online)