sexta-feira, 11 de abril de 2008

Ex-funcionários da Varig querem solução rápida para o fundo de pensão Aerus

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Ex-funcionários (aeronautas e aeroviários) da extinta Varig realizam hoje (11), nas principais cidades brasileiras onde existem organizações de aposentados da empresa, manifestações por uma solução rápida para o fundo de pensão da categoria, o Aerus.

Há dois anos o Instituto Aerus de Seguridade Social está sob intervenção da Secretaria de Previdência Complementar (SPC) do Ministério da Previdência Social. A SPC é o órgão fiscalizador dos fundos de pensão.

Segundo o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, os sindicatos de aeronautas e aeroviários trabalham em duas frentes: em uma delas, responsabilizam a União pela falta de pagamento das aposentadorias; e em outra, apóiam a ação da Varig, de corrosão tarifária, contra o governo federal – a empresa reivindica indenização fixada em R$ 3 bilhões pela Justiça, pelo congelamento de tarifas aéreas entre 1985 e 1992.

Klafke disse acreditar que nesta ação pode estar a solução para o Aerus e também para o pagamento dos créditos trabalhistas aos empregados que saíram da Varig. A intervenção, informou, prejudicaria cerca de 9 mil participantes do fundo e os prejuízos dependem do plano e da situação de cada trabalhador. As deduções, acrescentou, chegam a 80%, "o que significa que os que se aposentaram receberam apenas em torno de 20% do que deveriam receber".

Se a intervenção no Aerus não tivesse demorado tanto a ocorrer, segundo o presidente da Fentac – que congrega os Sindicatos Nacionais dos Aeronautas e dos Aeroviários e os Sindicatos dos Aeroviários de Guarulhos, Porto Alegre e Pernambuco –, poderia ser menor o rombo no fundo, que é de cerca de R$ 3 bilhões. Por isso, explicou, a categoria responsabiliza judicialmente a União. Mas Klafke também culpa a Fundação Ruben Berta, ex-controladora da Varig, pela situação.

Na avaliação dele, por essa razão os ex-funcionários avaliam que a ação de corrosão tarifária contra a União “deve reverter prioritariamente para pagar o fundo de pensão e, depois, o passivo trabalhista da Varig”.

Além das manifestações de hoje no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, está programada uma outra para domingo (13), em Porto Alegre.

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